segunda-feira, 21 de abril de 2008

Seitan


O seitan ou glúten é um óptimo substituto da carne, não só a nível proteico como também a nível de preparação culinária. Pode grelhar-se, panar-se, usar em estufados, em espetadas ou assar no forno. Este é um alimento facilmente encontrado em lojas de produtos naturais. O seitan é produzido a partir da preparação da farinha de trigo. Faz-se primeiro uma massa, como para o pão. Esta é depois lavada, num passador, com água corrente. Neste processo perde as gorduras e os hidratos de carbono. A massa lavada é então cozinhada com molho de soja (shoyu ou tamari) e ganha assim uma consistência dura. Fica um preparado fibroso, que deve ser bem cortado em fatias. É um produto rico em fibras e minerais.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Suplementos Nutricionais perigosos para a saúde

O uso abusivo de suplementos nutricionais em actividades desportivas pode trazer riscos para a saúde, designadamente hipertensão arterial. A população em geral já começa a tomar este tipo de suplemento com o objectivo de transformar o seu corpo e não apenas para melhorar a sua performance. Existem muitos suplementos “queimadores de gordura”, sendo que há já quem decida tomá-los única e exclusivamente para “obter um rendimento físico e estético”. Há estudos que demonstram que o aumento da massa muscular, quando associado a treino para perda de peso, potencia o ganho de massa magra, mas só assim. Estes suplementos, de venda livre, têm riscos associados, nomeadamente problemas cardiovasculares. É aconselhável a estas pessoas contactar um médico ou um nutricionista antes de iniciar qualquer tipo de suplemento nutricional.

Aditivos

Os aditivos alimentares são substâncias que são adicionadas aos alimentos com o propósito de manter ou modificar o seu sabor ou melhorar a sua aparência. Alguns aditivos são utilizados há séculos, como o sal (por exemplo no presunto) ou o vinagre (nos picles) entre outros.
Os aditivos utilizados na produção de um determinado alimento devem ser obrigatoriamente discriminados na sua embalagem, incluídos na lista de ingredientes utilizados na sua elaboração. Os aditivos utilizados pela indústria devem forçosamente ter sido objecto de aprovação prévia e fazer parte de uma lista dita positiva. Todos os aditivos eventualmente utilizados e não incluídos nessa lista são ilegais e o seu uso é portanto proíbido. Na União Europeia, como meio de informar os consumidores, os aditivos alimentares são identificados por um código único composto de um número antecedido pela letra "E", o número E
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Alguns tipos de aditivos alimentares:

Ácidos: são adicionados ácidos aos alimentos para tornar os sabores mais "vivos" e também para servir como conservantes e antioxidantes.

Reguladores de acidez: são utilizados para alterar ou controlar a acidez ou alcalinidade dos alimentos.

Anti-aglomerantes, anti-umectantes: evitam a aglomeração de partículas de produtos em pó (como no sal ou leite em pó).

Agentes anti-espuma (antiespumantes): reduzem ou inibem a formação de espumas em alimentos.

Antioxidantes: actuam como conservantes ao inibir os efeitos do oxigénio sobre os alimentos, sendo em geral benéficos para a saúde (a Vitamina C é um exemplo).

Agentes de volume: são incorporados para aumentar o volume do alimento, sem alterar as suas características (por exemplo amido).

Corantes: adicionados para substituir cores perdidas durante a preparação ou para tornar os alimentos mais atractivos.

Emulsionantes: fazem com que a água e óleos permaneçam misturados numa emulsão, como na maionese.

Aromatizantes (flavorizantes): dão aos alimentos sabores ou aromas particulares, podendo ter origem natural ou artificial.

Humidificantes (umectantes): evitam que os alimentos sequem.

Conservantes: previnem ou inibem os estragos causados nos alimentos por fungos, bactérias, e outros microorganismos.

terça-feira, 15 de abril de 2008

TOFU

Há mais de 2.000 anos, o TOFU é um excelente aliado da nossa saúde. Destaca-se como um alimento altamente proteico e nutritivo, que funciona como uma importante fonte de gordura insaturada, aminoácidos, minerais (cálcio, fósforo e ferro) e vitaminas (B, D, E, F, K), ao mesmo tempo que apresenta baixa proporção de gorduras saturadas (principais responsáveis pela arteriosclerose) e ausência total de colesterol. Por ter baixa concentração de calorias (de 72 a 87 calorias por 100 gr) e por ser de fácil digestão, é o alimento ideal para dietas de emagrecimento e alimentação de crianças e idosos. Sendo assim, o TOFU funciona como um grande aliado no combate de diversos males, como doenças cardiovasculares, problemas circulatórios, diabetes, arteriosclerose e osteoporose, uma vez que colabora para a eliminação do mau colesterol por meio da lecitina de soja, substância capaz de dissolver os depósitos de gordura e colesterol do organismo. O uso constante de TOFU suaviza os sintomas acarretados pela menopausa. Estudos notificaram a presença de várias categorias de substâncias anti-cancerígenas na proteína da soja, dentre delas a isoflavona, que pode inibir o crescimento de células do cancro da mama e da próstata. A isoflavona, além disso, possui acção antioxidante, prevenindo o envelhecimento. No entanto, não devemos ver o TOFU como um remédio, mas como um delicioso benefício à saúde.

Benefícios
· Alimento light e nutritivo
· Repositor Hormonal Natural
· Ajuda baixar o nível de mau colesterol
· Bom para a pele
· Substitui o leite de vaca em casos de alergia à lactose
· Auxilia na menopausa
· Diminui a Tensão Pré Menstrual (TPM)
· Prevenção contra Osteoporose, Arteriosclerose e Problemas cardíacos
· Contém 8 aminoácidos essenciais

Tchi (boca) + Clé (movimento) = Chiclete


Chiclete, goma de mascar ou chiclé (Brasil), pastilha elástica (Portugal) ou chuinga (Moçambique e Angola) é um tipo de confeito que é produzido para ser mastigado e não engolido. Tradicionalmente é produzido a partir do látex de uma árvore denominada chicle ("TCHI - CLÉ" que quer dizer Tchi=boca e Clé=movimento), um produto natural. Actualmente, por razões económicas, as chicletes são produzidos a partir do petróleo.
A origem do hábito de mascar chiclete é controversa. Alguns autores afirmam que o hábito de mascar gomas surgiu entre os índios da Guatemala, que mascavam uma resina extraída de uma árvore denominada chicle com a finalidade de estimular a salivação. Outros, que o hábito surgiu entre os Maias, no México. Também na Grécia antiga era comum mastigar a resina de uma árvore chamada mastiche para lavar os dentes e melhorar o hálito.
Industrialmente, a produção do chiclete iniciou-se em 1872 quando o americano Thomas Adams Jr iniciou a venda de pedaços de cera parafinada com alcaçuz. O nome Chiclete deriva-se de Chiclets, um produto da ADAMS.
As duas grandes guerras mundiais, principalmente a segunda, contribuíram para o aumento da popularidade da pastilha elástica, não só nos EUA mas também um pouco por todo o mundo. Era tida como terapia relaxante para o stress diário de que as pessoas eram vítimas.
Com o aumento do seu consumo, os fabricantes tiveram de procurar novos produtos que substituíssem as resinas naturais. Surgiram novos tipos (sem açúcar, com novas cores, novos sabores, novos formatos, etc.) e novas marcas de pastilhas, como é o caso da Trident em 1962.

domingo, 13 de abril de 2008

"Ordem dos Nutricionistas"

"É uma emergência social criar a Ordem dos Nutricionistas e elaborar um código deontológico", diz Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas. Um dos principais problemas dentro da classe dos nutricionistas e que afecta m grande escala a comunidade é que existem várias pessoas, sem qualquer qualificação, a fazer aconselhamento nutricional, muitas vezes com o único objectivo de vender produtos de eficácia duvidosa. "Só os nutricionistas que trabalham no sector público têm balizas de desempenho bem delimitadas. O grande problema é a actividade liberal", acrescenta a responsável. Mas a APN conta com a saída de uma nova legislação que permitirá a criação de uma ordem. A denominação "ordem" fica restrita às actividades que exigem, pelo menos, o grau de licenciatura para o seu exercício. As profissões que podem candidatar-se a esse estatuto são as que devem ter o acesso e o exercício sujeito a controlo, normas técnicas e deontológicas específicas e um regime disciplinar autónomo.

Restrições Judaicas

Todas as leis alimentares judaicas (leis de kashrut) derivam de preceitos bíblicos. O termo "kasher" significa genericamente os alimentos permitidos pela lei judaica. Em contraste, designam-se por “treifá” os alimentos proibidos. Existem também os alimentos “parve” que são neutros, tais como frutas, verduras, peixes e ovos, os quais podem ser servidos tanto com carne quanto com lacticínios. O judeu tem que se abster de comer os alimentos não-kasher, porque a lei divina é suprema, mesmo que esteja além dos limites da compreensão humana, embora não haja nada de errado, do ponto de vista biológico e sanitário, com estes alimentos.
A separação entre a carne e os alimentos derivados do leite é um preceito básico das leis de kashrut. Esta prescrição tem origem no "Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe" (Êxodo 23:19). As comidas preparadas à base de leite, manteiga, queijo, etc. não podem ser servidas numa refeição em que haja carne. Após comer uma refeição de carne, é necessário aguardar um certo tempo antes de poder comer lacticínios. Mais ainda, os pratos, talheres e panelas utilizados para preparar e servir carne não podem ser usados para leite e seus derivados, e vice-versa. Além disso, os utensílios devem ser lavados separadamente.
A proibição tão conhecida do porco está claramente expressa no capítulo 11 do Levitico: "Entre todos os animais da terra, eis os que podereis comer: aqueles que tem os cascos fendidos e que ruminam (...) O porco, que tem os cascos fendidos, mas não rumina, é impuro." Quanto aos peixes: "Entre os animais que vivem na água, eis os que podereis comer: todos aqueles que tem barbatanas e escamas" (Levitico 11:9). Excluem-se portanto todos os crustáceos e moluscos.